O canto de Rán
Rán é como a sereia, cujo canto enfeitiça e conduz à alienação. Ela é um teste à nossa sanidade e personifica os adversários que nos tentam vergar. Tal como os marinheiros devem levar algumas moedas de ouro para a aplacar a avidez de Rán e, assim, poupar-lhes a vida, os desafios da realidade mundana também são vencidos pela corrupção. Sem oferta, não há recompensa. Sem troca, cortam-nos as pernas e encurralam-nos nas redes.
A superfície das águas de Aegir escondem perigos e armadilhas. Rán é traiçoeira e sem nos apercebemos condiciona a âncora do navio para na primeira oportunidade puxar-nos para as profundezas oceânicas da morte.
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