Ó Frey regressa dos infernos e traz o teu falo
A imagem hieratizada de Frey (cuja representação arcaica era idêntica ao do egpício Min e ao clássico Príapo, igualmente dotados de longo pénis, com efeitos benéficos na fertilidade e na proteção de bens) compunha-se por um javali de ouro, Goldenbristle
ou Slidrugtanne, cuja simbologia se intensificava a cada celebração do
Solstício de inverno - momento do ano em que os dias começam a crescer e o Sol ressuscita das trevas. Do mesmo modo que o javali de Endovélico, Deus pagão telúrico e ctónico da antiga Lusitânia - preservada e venerada pelos Romanos no lugar agora conhecido por Alandroal - Goldenbristle emerge dos infernos, luminoso para difundir o "esperma" solar. Endovélico e Frey, em distâncias geográficas, porém, parceiros próximos com traços de
bonomia, disponíveis para atenderem as preces e dispensar a felicidade terrena e
no além-túmulo.
Frey não era simplesmente um Deus da fertilidade e agrícola, também tinha pré-requisitos de rei ideal:
virilidade, mestria marcial, riqueza atributos essenciais para governar. A
capacidade para garantir a fertilidade da terra era um requisito importante nos
governantes a arcaica Escandinávia. Frey como senhor das colheitas, os suecos
acreditavam que o sucesso ou a perda das culturas dependia da relação do monarca com as divindades. Por isso, o rei responsabilizado pelo fracasso era
sacrificado como oferenda aos deuses, num ritual apaziguador e de resgate de bonança.
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