O Altar do Outono e a Roda de Jera: O Ciclo Eterno da Colheita e do Recomeço
Em breve, deixaremos de apreciar o beijo das borboletas, de sentir a fragrância dos campos verdes. O outono vem a caminho e traz o acobreado das árvores, o sabor doce dos figos e o cheiro da castanha assada. Entramos em contagem decrescente para o equinócio de outono, aquele momento em que fechamos o período da colheita de mais um ciclo de vida. É um processo endógeno, de regeneração. Em breve, Zisa, a deusa da fertilidade cultuada na antiga Zizarim, atual Augsburg, ergue-se do seu trono no alto da colina, para espalhar pela terra as sementes germinadas na pinha que guarda nas suas mãos, como personificação do potencial de todas as formas de vida. Esta transição profunda encontra o seu espelho arquetípico na runa Jera . Proveniente do gótico Jêr , com equivalentes no Jâr (Antigo Alto Alemão), âr (Antigo Norreno), Gêr (Antigo Saxão) e no inglês atual Year , a palavra significa, em todas estas línguas, Ano ou Estação. Jera é a própria Roda do Ano. Sob esta condição, a passagem das es...